Ficar sem bateria pode ficar no passado!

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A cada dia, novos carregadores portáteis e/ou inovadores são lançados no mercado e há vários cientistas tentando descobrir uma bateria que diminua nossa dependência por uma tomada. Até poucos anos atrás, as baterias mais comuns em eletroeletrônicos eram de níquel-cádmio, que possuem problemas como baixo tempo de vida útil e a necessidade de esperar que ela descarregue por completo para não “viciar”.

Atualmente, as baterias mais utilizadas são as de íon-lítio e não é mais necessário esperar a carga acabar para conectar no carregador. Além disso, o tempo de duração é maior, o que justifica o fato de que os notebooks atuais duram algumas horas a mais que os antigos com bateria de níquel-cádmio.

Para melhorar ainda mais as baterias, alguns pesquisadores da Faculdade de Engenharia da Universidade da Califórnia encontraram uma forma de aumentar o rendimento utilizando garrafas de vidro velhas. Das garrafas é possível extrair silício, o qual é usado para criar ânodos de nanosilício para as baterias.

Os ânodos de silício são capazes de armazenar até dez vezes mais energia que os de grafite convencionais. O problema é que a expansão e a contração durante o processo de carga e descarga pode torná-los instáveis. Para evitar o risco de explosão, os pesquisadores reduziram o silício para a nanoescala. O resultado é uma bateria que armazena quatro vezes mais energia que as com ânodo de grafite.

O nanosilício é criado a partir do esmagamento das garrafas de vidro até elas virarem um pó branco. Em seguida, a técnica utilizada para obter o nanosilício é denominada reação magnesiotérmica (magnésio como agente redutor). Para melhorar as propriedades de armazenamento de energia e a estabilidade, as partículas são revestidas com carbono.

Fonte: BlogdaEngenharia.com.br